A partir de agora, a Corsan e o governo do Estado vão pedir o cancelamento do pedido de registro de oferta pública junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e não vão prosseguir com o pedido de listagem na bolsa de valores B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Com essa decisão, o governo estadual decide pela substituição da oferta de ações na bolsa por uma venda integral da companhia.
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Conforme o Estado, a privatização da Corsan tem o objetivo de garantir o cumprimento das metas do novo marco regulatório de saneamento, o que exigiria investimentos além da capacidade atual da companhia. A alteração no processo deve atender à necessidade de cumprir os prazos para os investimentos estabelecidos pela legislação federal que estabelece o marco regulatório do saneamento. O encaminhamento de novos esclarecimentos ao TCE, ou a interposição de recursos, não permitiria, na janela atual, até o final de julho, o lançamento da Oferta Pública, explicou o governador.
A modelagem de venda integral abre espaço para a entrega do controle da Corsan, o que, de acordo com o presidente da companhia, Roberto Barbuti, potencializa uma maximização do preço da companhia.
“Com a remodelação, a intenção é concluir o processo de venda até o final do ano, medida necessária para a sustentabilidade da Corsan e para a melhoria do atendimento à população, explicou. “A privatização é uma necessidade. Dentro do novo marco regulatório, estabelecido em março do ano passado, a necessidade de investimentos chega a R$ 13 bilhões nos próximos 10 anos para garantir maior eficiência operacional e dignidade social pela oferta de serviços de saneamento” – disse Barbuti.
*Com informações da assessoria de imprensa do governo do Estado.
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